Mês: junho 2018

Visão Geral do Blockchain: O que é, Como Funciona e Como o Bitcoin se encaixa nesse contexto?

Juntamente com o recente sucesso das criptomoedas, especialmente o Bitcoin, novas tecnologias começaram a ganhar fama nos últimos anos. Um grande exemplo disso é o Blockchain, que já é utilizado em diversos segmentos. Sendo que a tendência é que a sua aplicação se torne cada vez mais ampla e dinâmica.

Sendo assim, para ajudar você a conhecer melhor essa tecnologia, mostraremos a seguir alguns detalhes. Vamos mostrar também a visão geral do Blockchain, incluindo o seu funcionamento prático e a sua associação com o Bitcoin. Se você tem interesse em criptomoedas e/ou por tecnologias inovadoras, certamente vai gostar do conteúdo!

Visão Geral do Blockchain

O Blockchain (corrente de blocos) é conhecido como “o livro de registros públicos. Nele ficam armazenadas todas as transações efetuadas utilizando aquela rede”. É como se ele fosse um grande “livro contábil” dessas transações digitais. Porém, vamos facilitar o entendimento para quem ainda não o conhece bem. Pode-se dizer que o Blockchain é um grande banco de dados distribuído em vários nós e agentes. Ou seja, esse banco de dados não tem um agente centralizador, um controlador.

Todas as pessoas que possuem acesso àquela base de dados específica estão em pé de igualdade no que diz respeito à validação e visualização das transações realizadas. E como todas as transações são validades em intervalos recorrente de tempo (a cada dez minutos no caso do Bitcoin), as entradas e saídas são gravadas de maneira transparente e inviolável (devido à criptografia e ao fato de os blocos serem encaixados sequencialmente uns aos outros). Sendo que todas as informações ficam descentralizadas, ou seja, não ficam registradas em um local único. Os dados podem ficar espalhados ao redor de todo o mundo e estão distribuídos de modo que não há a dependência de um agente específico para validar as transações.

Dessa forma, se você possui um ativo digital (criptomoeda), pode transferi-lo para qualquer pessoa que faz parte daquela determinada rede. Sendo que essa transação acontece quase que instantaneamente, assim que o bloco criado e validado é encaixado na sequência de blocos. Hoje em dia o tempo médio para transferir Bitcoins para o exterior é de menos de 30 minutos, por exemplo.

Como surgiram o Blockchain e o Bitcoin?

Ainda em 2008, em meio à crise financeira internacional, foi publicado um artigo (denominado “Bitcoin P2P e-cash paper”) em um fórum online chamado “The art of secure and secret communication”, que como crítica ao sistema financeiro, propunha uma forma de serem realizadas transferências de valores digitais diretamente entre as pessoas. Ou seja, sem que houvesse um agente central de confiança envolvido na transação.

O verdadeiro nome do autor desse artigo nunca foi descoberto, pois ele publicou o conteúdo usando um pseudônimo. No caso, Satoshi Nakamoto. Sendo que as aparições desse autor nas redes não são constantes, inclusive, faz um bom tempo que ele não faz novas publicações. Porém, o que realmente importa nessa história toda é a grande contribuição do seu artigo.

Até então, todas as transferências envolviam um agente central de confiança, como os governos e os bancos. Se uma pessoa quisesse transferir valores para outra, havia sempre a necessidade de ter a validação de um desses agentes. Já de acordo com o que propunha Nakamoto em seu artigo, passava-se a ter a possibilidade de uma pessoa transferir valores digitais diretamente para outra. Sendo que isso não envolveria absolutamente nada físico (documentos, comprovantes…). Seu artigo também solucionou um problema relacionado à validação desse ativo digital como único e sua transferência, que como todo ativo digital apresentava o risco do chamado “duplo gasto”.

Intuito do Blockchain: dar segurança na transação de ativos digitais

Em se tratando de um ativo físico, como o dinheiro (cédulas), sempre existiu a vantagem de ele ser singular. Se uma pessoa entrega uma nota de cem reais à outra, a transferência desse valor está concretizada e não se fala mais no assunto. Porém, no que diz respeito a um ativo digital, existia um problema conceitual. Se alguém envia, por exemplo, uma foto para outra pessoa, mas continua em posse dela também, qual é a verdadeira, qual foto é válida? Essa é a questão do duplo gasto.

Foi exatamente por propor uma solução para esse problema que o artigo de Nakamoto foi tão relevante. A ideia dele era dar segurança aos ativos digitais. Ou seja, viabilizar que cada transação fosse única. Assim, ao serem transferidos de uma pessoa para outra, o valor desses ativos ficaria apenas com o receptor da transferência.

A visão geral do blockchain baseia-se em uma cadeia de blocos, sendo que o ativo digital é programado por meio de algoritmos nos quais são encaixadas todas as transações realizadas e todas as pessoas que participam dessa rede têm acesso a todos os dados e validam as transferências, que são passadas de mão em mão, em transações únicas.

Esse conceito foi considerado revolucionário na época em que foi proposto por Nakamoto. Obviamente, ele não foi “viabilizado” de imediato. Pelo contrário, apenas em 2009 houve a primeira transação (de Bitcoin). E a maior disparidade diz respeito aos valores, pois, na ocasião, um dólar era equivalente a 1.300 Bitcoins. Sendo que, atualmente, um Bitcoin está valendo, dentro de uma margem de oscilação, de 8 a 10 mil dólares. Lembrando que, no final de 2017, um Bitcoin chegou a valer quase 20 mil dólares.

Qual é a relação do Bitcoin com o Blockchain?

A primeira operação com o Bitcoin foi a compra de duas pizzas, que custaram 10 mil Bitcoins. Desde então, essa criptomoeda valorizou-se devido à sua confiabilidade. Tanto que, atualmente, existe um mercado internacional (referente ao Bitcoin) bastante ativo.

Nesse sentido, é importante deixar claro que o Bitcoin é a moeda virtual mais conhecida, mas não a única. Existem mais de mil criptomoedas, sendo que algumas têm características bastante específicas. Inclusive, já existem bancos, empresas e até países desenvolvendo suas próprias alternativas dentro dessa nova tecnologia. A verdade é que estamos vivendo um cenário totalmente favorável à criação de soluções envolvendo o Blockchain. Sendo que, dentro desse universo, existem inúmeras possibilidades em relação às características e aplicações dessas redes e também dos ativos digitais.

Dentro da visão geral do blockchain, pode-se dizer que o sucesso do Bitcoin é a comprovação da viabilidade da ideia proposta por Nakamoto. O Bitcoin está prestes a completar uma década de uso com base no conceito idealizado em 2008 e nunca teve problemas relativos a hackeamento.

Todas as transações realizadas nesse período estão salvas na rede Bitcoin. Quando alguém faz a transferência de um ativo desses, a cada dez minutos, algo acontece. Toda a rede roda e valida essa transação. Isso cria um novo bloco que é encaixado ao bloco anterior,tudo criptografado para evitar alterações realizadas por um “agente” externo (à rede).

Assim sendo, hackear essa rede é bem mais complexo do que quando se trata de um banco de dados centralizado, por exemplo. Seria necessário atacar todos os nós de todos os agentes da rede Bitcoin e em menos de dez minutos. Ou seja, antes que a rede rode novamente validando as transações.

Veja bem, todos esses aspectos referentes ao Bitcoin representam apenas uma parcela de algo muito mais amplo, que é exatamente o Blockchain, que pode ser utilizado para uma gama enorme de soluções para soluções que precisem, por exemplo, de várias pessoas acessando um conjunto de informações que se altera ao longo do tempo e precisa de confiabilidade.

Conclusão

É claro que, inclusive devido ao volume elevado de transações, ainda existem muitos desafios relacionados ao Blockchain e também à visão geral do Blockchain. Principalmente no que se refere à privacidade dos dados. Contudo, é inquestionável que esse conceito é muito bem-sucedido. E o melhor é que, embora sua reputação esteja muito associada às criptomoedas, ele tem uma série de outras aplicações. Ou seja, existe um universo muito amplo que ainda pode ser explorado no que se refere a essa tecnologia.

 

O Regulamento GDPR aplicado às Empresas Brasileiras

Entrou em vigor dia 25 de maio de 2018, após um período de transição de dois anos, a nova legislação europeia relativa à proteção de dados pessoais – o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR). Em que pese o GDPR ser aplicado primordialmente às empresas da União Europeia (UE), que estão obrigadas a adequar suas atividades de processamento de dados para garantir a conformidade com o GDPR, também muitas empresas brasileiras deverão buscar este procedimento, devido ao âmbito territorial estendido desta regulamentação. Vamos conferir mais informações sobre o GDPR aplicado às Empresas Brasileiras.

Âmbito Territorial Estendido do GDPR

O GDPR estabelece que os controladores e processadores de dados, que não estejam estabelecidos na UE, estarão sujeitos as suas regras se o processamento estiver relacionado com: (i) oferta de bens ou serviços para indivíduos localizados na UE (mesmo sem nenhum pagamento), ou (ii) monitoramento do comportamento de titulares de dados na UE.

A questão chave para entender o GDPR aplicável às empresas brasileiras é verificar se o processador ou o controlador de dados contempla ou tem a intenção de oferecer bens ou serviços na UE. A apuração desta questão pode envolver uma combinação de fatores, como por exemplo, (i) se é um comércio eletrônico operado fora da UE, mas acessível por indivíduos na UE; (ii) se as línguas e moedas utilizadas no website são padrões dentro da UE; (iii) se existe a possibilidade de enviar mercadorias para a UE; (iv) se o website aceita usuários do exterior. Também outros serviços localizados no Brasil e destinados a usuários localizados na UE serão afetados, como serviços em nuvem (cloud) aplicações de internet, operadoras de meios de pagamento, outsourcing de folha de pagamento, licenciamentos de software por meio de SaaS e até mesmo plataformas de anúncios em redes sociais, dentre outros.

Além disso, caso o controlador ou o processador de dados estejam estabelecidos na UE aplica-se o GDPR, mesmo se a atividade de processamento dos dados não se verificar na UE. Assim, as empresas que têm filiais na UE podem ser consideradas como controlador ou processador de dados, tendo que cumprir as regras do GDPR, mesmo que esta filial mantenha os dados pessoais em servidores de grupo que estão localizados fora da UE. Esse é o ponto chave do GDPR aplicado às Empresas Brasileiras.

Sanções

O GDPR introduziu graves sanções pelo descumprimento de suas regras, as quais podem ir até 2% das receitas de negócios anual global ou 10 milhões de euros (o que for maior) e em alguns outros casos estas sanções podem ir até 4% das receitas de negócios anual global ou 20 milhões de euros (o que for maior), as quais independem das medidas corretivas que podem ser impostas pelas autoridades supervisoras.

GDPR aplicado às Empresas Brasileiras

A primeira medida a tomar é verificar se o processador ou o controlador de dados está sujeito ao âmbito territorial do GDPR, ou seja, verificar se existe a oferta de bens ou serviços para indivíduos localizados na UE ou o monitoramento do comportamento de titulares de dados na UE.

Caso seja este o caso, como o Brasil não possui uma legislação de proteção de dados similar ou compatível com o GDPR, o controlador ou o processador de dados precisa realizar um projeto de conformidade profundo.

O primeiro passo nesse projeto seria mapear e preparar um inventário dos dados pessoais tratados pela empresa. Isso acontece para que o controlador possa identificar em quais pontos reúne os dados pessoais. Além disso, o que faz com estes dados e como processa os dados pessoais.

Depois que estas questões foram avaliadas, o controlador de dados deve analisar alguns pontos. Um deles é se ele processa dados pessoais em conformidade com o GDPR. Os pontos nos quais os dados pessoais não forem processados em conformidade com o GDPR devem ser ajustados. Assim, pode-se garantir a conformidade, tomando-se as medidas necessárias para garantir a segurança dos dados pessoais. Pode ser necessária a criação de políticas e processos especiais. Por exemplo, para controle de acesso, segurança, criptografia e retenção dos dados. Incluindo também a criação de toda uma cadeia de custódia auditável. Assim pode-se verificar quem e como realiza os processamentos dos dados.

Conclusão

Serão necessários também, no GDPR aplicado às Empresas Brasileiras, compreender os riscos de vazamento. É preciso criar os planos de ação nessas situações. Pode, ainda, ser necessário nomear um representante da empresa na EU. Ele pode ser um DPO (agente de proteção de dados). Ele deve ser isento para criar, implantar e gerir as políticas de proteção de dados. Até mesmo um cyber seguro pode ser necessário. Nesse caso, cabe também a empresa entender o seu risco de tratamento dos dados para fazer essa definição.

Processadores e controladores de dados devem rever seus sistemas. Assim podem determinar em quais pontos e que tipos de dados pessoais são transferidos para fora da UE. Além disso, deve avaliar se pode se beneficiar de salvaguardas ou exceções especiais. E assim avaliar se é possível fazer esse tráfego de dados para fora da EU, mas de acordo com as regras estabelecidas no GDPR.

Resistência do Sistema Regulatório às Criptomoedas: Qual é o Estágio do Brasil na Adequação Regulatória?

Apesar de muitos brasileiros já lidarem com elas, ainda há uma grande resistência do sistema regulatório às criptomoedas. Atualmente, por parte do próprio Banco Central brasileiro, existe ainda certa incompreensão quanto à aceitação do uso dessa alternativa. As criptomoedas, como o bitcoin, que é a mais conhecida globalmente hoje, não são reconhecidas como meio de pagamento no Brasil atualmente.

Mas será que é só por aqui que as criptomoedas ainda enfrentam barreiras em relação à regulamentação? Será que existem países onde elas já são totalmente aceitas pelos órgãos reguladores? Será que elas são apenas mais uma “modinha” ou podem realmente se fortalecerem e ganharem cada vez mais relevância no sistema financeiro?

Responderemos abaixo essas e diversas outras questões relevantes sobre esse assunto? Se você tem interesse nesse tema, não deixe de conferir atentamente para tirar todas as suas dúvidas!

A maioria dos países ainda está engatinhando no tocante à regulamentação das criptomoedas

Como dito na introdução, a regulamentação das criptomoedas não parece ser uma pauta de interesse das autoridades brasileiras. Sendo que, além das questões burocráticas envolvidas nisso, essa resistência talvez ocorra também devido ao histórico do bitcoin.

Na verdade, globalmente, a maioria dos países ainda lida com a regulamentação das criptomoedas de maneira tímida. Porém, na prática, isso não é algo que “age” contra as moedas virtuais. Até porque, cresce constantemente a quantidade de pessoas que fazem negócios com elas. Na realidade, é como se estivéssemos passando pelo período de adaptação e entendimento que toda nova tecnologia demanda. Sendo que isso acontece mundialmente, embora alguns países estejam mais avançados do que outros no tocante à regulamentação das moedas virtuais. Por isso, é necessário que todos os interessados (empresários, investidores, órgãos reguladores, legisladores…) estudem cada vez mais esse assunto.

Como entender melhor as criptomoedas e as vantagens de utilizá-las?

Para entender melhor as criptomoedas e as vantagens de usá-las, uma boa opção é ler o livro Blockchain Revolution, do autor Don Tapscott. Esse livro apresenta uma visão muito interessante sobre o Blockchain, que é a tecnologia por trás das criptomoedas.

Para explicar o entendimento e a adequação a novas tecnologias como essa, Don Tapscott usou uma analogia bem interessante. O autor lembrou que, no final do século XIX, quando surgiu o automóvel, a primeira forma utilizada para evitar atropelamentos foi a Lei da Bandeira Vermelha, que exigia a presença de uma pessoa tremulando uma bandeira vermelha à frente de todos os carros em locomoção.

Naturalmente, essa lei não durou muito tempo. Porém, pode-se tirar um aprendizado muito importante dessa experiência, que é a falta de visão de futuro dos legisladores e órgãos reguladores. A verdade é que o legislador e o regulador tendem a olhar sempre para o que está para trás. Há certa dificuldade em olhar para a inovação como uma oportunidade, como uma maneira de evoluir.

Os órgãos reguladores ainda não reconhecem transações com criptomoedas no Brasil

A dificuldade em olhar a inovação como oportunidade acontece inclusive (e talvez principalmente) com os órgãos reguladores. Os formulários da Receita Federal do Brasil, por exemplo, não oferecem a oportunidade de realizar pagamentos com criptomoedas.

Dessa forma, os primeiros empreendedores que estão lidando com criptomoedas enfrentam grandes desafios pelo fato de estarem entrando em áreas que não possuem uma regulamentação bem definida. Um exemplo claro disso acontece com as Exchanges, que são as empresas/plataformas de negociação de bitcoins. A maioria delas opera mediante liminares obtidas na justiça, já que os bancos fecham as contas dessas empresas por conta das regras de compliance e combate a fraudes, como a regra do “know your client”.

Diante disso, para conseguirem atuar em conformidade com as leis atualmente existentes e que não foram elaboradas com o escopo de dar um tratamento específico para as criptomoedas, as empresas que querem atuar nesse mercado tão inovador precisam enfrentar uma zona cinzenta de regulamentação.

Vários Países já reconhecem o Bitcoin como Meio de Pagamento

Nesse sentido, é interessante destacar que situações assim já foram contornadas em diversos lugares do mundo. Além de vários países europeus, a Alemanha e o Japão, por exemplo, já reconhecem o bitcoin como meio de pagamento. Sendo que a tendência é que cada vez mais países aceitem as criptomoedas como forma legal de realizar pagamentos.

Na Suíça, por exemplo, já é bastante avançada a compreensão do funcionamento e dos benefícios dessa nova tecnologia, razão pela qual já criaram o “Crypto Valley”, nome dado à região do Cantão de Zug (cidade situada a meia hora de Zurique) que ganhou fama internacional e se tornou referência quando o assunto é ICO (Initial Coin Offering) Como membro da Crypto Valley Association, estaremos na Crypto Valley Conference on Blockchain Technology que acontecerá entre os dias 20 e 22 de junho de 2018, com o objetivo de dominar ainda mais o assunto e fortalecer parcerias estratégicas.

Porém, no Brasil, pela falta de legislação específica sobre o tema, as moedas virtuais são reconhecidas como commodities e são equiparadas a bens imateriais. Apesar do uso do uso comum de termos como criptomoedas ou moedas virtuais, juridicamente elas não são equivalentes a moedas, como já ressaltou várias vezes o Banco Central. Contudo, isso não quer dizer que negociar com elas é ilegal.

Trabalhar com criptomoedas não é ilegal

Negociar com criptomoedas não é uma atividade ilegal. Na verdade, transações feitas com moedas virtuais no Brasil são reconhecidas como permuta. É como se você tivesse fazendo um pagamento em bens (uma troca), e não em dinheiro. Ou seja, de um modo geral, há certos cuidados que se deve ter ao trabalhar com essa forma de transação.

Empreendedores que atuam ou desejam atuar nesse mercado precisam de suporte jurídico especializado. É preciso entender a necessidade e desenhar, totalmente de acordo com cada caso. É preciso pensar qual é a maneira mais adequada de agir, de forma a atuar com segurança jurídica. É preciso orientar e conscientizar os nossos legisladores. Reforçar a importância de acelerar o ritmo de adequação a essa nova realidade. É preciso colocar o Brasil entre os países pioneiros na criação de condições de desenvolvimento desse mercado promissor.

Conclusão

Como ficou claro ao longo do artigo, tratar desse assunto é um desafio. Porém, já estamos em um caminho sem volta. Fato é que, existem grandes inovações por trás do uso de criptomoedas, como é o caso da tecnologia Blockchain. Logo, precisamos ficar atentos e sermos mais atuantes para que sejam criadas regulamentações que facilitem a utilização dessas novas tecnologias. Até porque, isso favoreceria principalmente aos pequenos empresários, pois tudo (transações, compras, vendas…) ficaria mais prático e rápido. Ou seja, entender, viabilizar e regulamentar a utilização de criptomoedas no Brasil é algo que depende do entendimento e da ação de todos.

Se você gostaria de saber como realizar um ICO ou como implementar um projeto usando a tecnologia do Blockchain em sua empresa, entre em contato comigo!

Quais oportunidades a Tecnologia Blockchain oferece às empresas de mercados tradicionais e como se adequar a elas?

A tecnologia Blockchain passou a ser conhecida muito graças à sua utilização em relação às criptomoedas. Mais especificamente, o bitcoin, que é a moeda virtual mais conhecida atualmente.

Porém, a tecnologia Blockchain tem diversas outras aplicações. Inclusive, vários modelos de negócios e empresas de mercados tradicionais podem adotar essa tecnologia e se beneficiarem das suas vantagens. Ele seria de grande relevância, por exemplo, para dar mais agilidade a mercados que têm documentações pesadas.

Por isso, até com o intuito de desmistificar o uso dessa tecnologia, mostraremos a seguir algumas das oportunidades que o Blockchain oferece às empresas pertencentes a mercados tradicionais e como estas podem se adequar a essas novas possibilidades. Confira!

Como as instituições estão usando essa tecnologia atualmente?

Além das criptomoedas, algumas instituições (bancos) já utilizam a tecnologia Blockchain atualmente. O Consórcio R3, por exemplo, criou a sua própria plataforma de tecnologia de contabilidade. Denominada de Corda, essa plataforma é utilizada para fazer as transações financeiras do grupo.

Nesse sentido, é interessante destacar que, especialmente devido à agilidade com a qual as transações são feitas nas plataformas que usam o conceito de Blockchain, as instituições que usam essa tecnologia obtêm uma série de vantagens em relação a custos.

Quais são os modelos aplicáveis da tecnologia Blockchain?

Com base no que foi dito acima, entende-se que diversas áreas podem aplicar esse conceito para otimizarem suas operações. Como seria algo muito amplo, não cabe aqui realizar uma enumeração dessas áreas. Porém, é possível destacar que todas elas têm uma característica em comum, que é a ocorrência de situações nas quais é necessário preservar no tempo uma transação que pode ser acessada por diversos agentes e verificada a validade o tempo todo.

Obviamente, isso depende de regulamentações implementadas pelos países. Porém, existem alguns modelos do Blockchain que são aplicáveis de maneira relativamente simples. A transferência de imóveis, por exemplo, seria uma atividade agilizada por essa tecnologia.

Blockchain aplicável a transferências de imóveis: como funciona?

Atualmente, para fazer uma transferência de imóveis, há todo um processo burocrático que consiste em fazer uma escritura e ir a um cartório para transferi-la. Contudo, se essa transação fosse feita utilizando a tecnologia Blockchain, ela aconteceria de maneira automática e haveria, além da economia de tempo, total segurança para as partes envolvidas, pois existiria a garantia de que a propriedade em questão deixou de pertencer à pessoa A e passou à propriedade da pessoa B.

Sendo que esse é apenas um exemplo objetivo entre tantos possíveis. Até porque, o Blockchain pode ser usado também em outras situações, como é o caso da cadeia de fornecedores.

Como a tecnologia Blockchain se aplica à cadeia de fornecedores?

Na cadeia de fornecimento, que é inclusive onde entram as questões relativas ao comércio internacional, as oportunidades no que se refere ao Blockchain são infinitas. Um aspecto muito interessante sobre esse assunto é a falta de confiança entre as partes envolvidas.

É comum que ocorram operações comerciais entre agentes que não têm uma relação de total confiança. Diante disso, o uso de uma tecnologia muito mais segura que aquelas usadas pelos sistemas financeiros dos bancos, por exemplo, representaria a obtenção de melhorias significativas na cadeia de fornecedores.

Inclusive, já existem diversas empresas, algumas de grande porte até, trabalhando, embora eles ainda não estejam totalmente operacionais, na criação de sistemas de transações de comércio internacional que utilizam o Blockchain.

O Blockchain é uma solução mágica para tudo?

A tecnologia Blockchain realmente oferece uma série de vantagens na comparação com a maioria das tecnologias mais usadas atualmente. Porém, é necessário compreendermos que ele não é uma solução mágica que vai resolver todos os problemas.

Na verdade, o Blockchain deve ser aplicado diante de demandas específicas. Claro, ele pode atender a diversas necessidades, mas sempre de acordo com determinadas características. Uma delas é exatamente a existência de vários agentes, por exemplo, acessando uma mesma base de dados e realizando transações, sendo que há a necessidade de preservar as informações ali contidas.

Por isso, é essencial que as empresas saibam quando é necessário e viável usar essa tecnologia em seus sistemas.

Quando usar o Blockchain: quais são os requisitos?

A primeira coisa a ser ponderada para saber quando usar o Blockchain é a necessidade de haver compartilhamento de dados. Mas não é apenas isso. Na verdade, existem algumas questões que indicam se seria analisar a oportunidade de utilizar essa tecnologia. Caso quatro das questões abaixo sejam respondidas com “sim”, você deve avaliar a aplicabilidade do Blockchain:

  1. Múltiplas partes compartilham dados e precisam acessar as mesmas informações
  2. Múltiplas partes realizam ações que precisam ser gravadas e alteram os dados?
  3. Existe a interação entre transações criadas por diferentes participantes que dependem uma da outra?
  4. Existe a necessidade de verificação da veracidade e validade dos dados registrados
  5. Remover intermediários reduziria custos e complexidade?
  6. Reduzir o tempo gasto traria benefícios para o negócio?

Perceba que essas seis perguntas têm alguns elementos em comum. O compartilhamento de dados entre várias partes talvez seja o principal deles. Além disso, pode-se destacar também a realização de transações que são preservadas para que seja confirmada a veracidade.

Conclusão

A estruturação de novos modelos de negócio utilizando a tecnologia do Blockchain pode depender de avaliações jurídicas de setores regulados ou legalidade na formatação destes negócios de acordo com a legislação brasileira Por isso, é sempre importante desenvolver um modelo de negócio com advogados especializados no blockchain, que podem validar e ajudar a estruturar as inovações criadas pela sua empresa.

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