Blockchain

Crypto Valley Conference 2018: Os 8 Melhores Momentos

Selecionamos aqui no Blog Direito para Tecnologia as melhores palestras da Crypto Valley Conference 2018! Confira!

Crypto Valley Conference 2018: Separação de Consenso e Estado com Stefan Thomas – Ripple

O CTO da Ripple, Stefan Thomas, apresenta na Crypto Valley Conference 2018 uma discussão chave para as aplicações de Blockchain com o painel “Separação de Consenso e Estado”: Sempre que você está considerando usar blockchain para propósitos corporativos ou próprios, você deve sempre pensar sobre os reais servidores e computadores dentro da cadeia.

Rumo à economia Blockchain com William Mougayar – JM3 Capital

Seriam os tokens uma distração ou um catalisador de descentralização? São muitos tokens e Blockchain insuficiente? Depende. Veja a resposta na palestra “Rumo à economia Blockchain” do Sócio-gerente da JM3 Capital William Mougayar na Crypto Valley Conference 2018.

Ambrosus com Angel Versetti – Ambrosus

O CEO da Ambrosus, Angel Versetti fala sobre a sua empresa e a busca constante pela qualidade dos produtos na Crypto Valley Conference 2018. Focada em alimentação e farmacêutica, produtos essenciais para a vida e como o Blockchain contribui para garantir que o consumidor receba essa qualidade sempre.

 

Bitcoin Suisse com Niklas Nikolajsen – Bitcoin Suisse

Niklas Nikolajsen, Co-fundador do Bitcoin Suisse, um dos principais patrocinadores da Crypto Valley Conference 2018, traça um paralelo entre o início do Bitcoin Suisse e dá suas previsões sobre o futuro do mercado.

 

Construindo um futuro mais confiável e centrado no cidadão  com Prof. Dr. William Buchanan – Napier University

Prof. Dr. William Buchanan fala na Crypto Valley Conference 2018 sobre o primeiro laboratório de identidade de blockchain do mundo na Napier University em Edimburgo na palestra: “Construindo um futuro mais confiável e centrado no cidadão.”

 

Credenciais Verificáveis, Identidade Própria e DLTs – Visão Geral e Aplicações com Vasily Suvorov – Luxoft

Será que podemos construir aplicações em Blockchain baseadas no conceito de identidade virtual? Como isso se aplica nas diversas áreas da Sociedade? Veja a resposta com o CTO da Luxoft, Vasily Suvorov com o painel “
Credenciais Verificáveis, Identidade Própria e DLTs – Visão Geral e Aplicações”

 

Incentivos E Propriedades Emergentes Em Sistemas De Blockchain com Professor de Ciência da Complexidade  Tomaso Aste – UCL CBT

Entender as propriedades dos sistemas blockchain, com certas semelhanças a um organismo vivo, é crucial para diferenciar a vida ou morte de toda a cadeia. Entenda melhor na palestra “Incentivos E Propriedades Emergentes Em Sistemas De Blockchain” do Professor de Ciência da Complexidade da UCL CBT, Tomaso Aste.

 

Blockchains: Do Hype para Realidade com Prof. Dr. Emin Guen Sirer – Cornell University

Se você andasse por Manhattan ou Zurique e ouvisse dois banqueiros conversando, eles estariam se perguntando: qual é a sua estratégia blockchain? Sem qualquer artigo, e a única palavra com tanto poder sem artigos é Deus. Esse é o peso que Blockchain tem no momento e é isso que o Prof. Dr. Emin Guen Sirer da Cornell University discute em: Blockchains: Do Hype para Realidade.

Como investir em ICOs de forma adequada?

O ICO (initial coin offering) é o procedimento de lançamento de um token de criptomoeda. É estruturado na tecnologia Blockchain para maior segurança. E, via de regra, é uma forma de capitalização de recursos menos complexa. É, por exemplo, mais simples que o processo de IPO de ações em bolsa de valores.

O assunto é novo e possui muitos conceitos diferentes. Por conta disso, reunimos aqui algumas informações básicas sobre Como investir em ICO!

O que é o ICO e porque ele pode ser uma forma interessante de investimento?

O ICO é uma forma de levantamento de recursos feita por empresas, geralmente em estágio inicial (startups). Há diferentes tipos de Tokens e em algumas situações ele é parecido ao crowdfunding, porque é organizado de tal forma que uma quantidade grande de pessoas, com investimentos menores, possibilita que uma nova ideia seja desenvolvida, geralmente com o intuito de fazer essa ideia se tornar uma empresa no futuro.

Via de regra, o ICO possui um whitepaper descrevendo a ideia do projeto a ser desenvolvido com os fundos levantados e uma meta mínima de viabilização desse projeto. Esse desenvolvimento passa a ser feito caso a meta de financiamento do ICO seja atingida e a quantia de investimento que você faz é revertida em um token. O token é quase como se fosse um certificado de propriedade daquele novo ativo digital e pode dar ao seu titular direitos diferentes, como o direito de uso do Token para consumir o produto ou serviço da empresa no futuro (Utility Token) ou o direito de ter uma participação na empresa, similar à de ações da bolsa (Equity Token).

No caso do Equity Token, você está se tornando um tipo de sócio do projeto criado, ganhando em cima da estruturação dele. Uma das questões indispensáveis sobre descobrir em qual ICO você vai se envolver é a capacidade de entender quais são as funcionalidades, objetivos e como funciona. Não entendeu nada? Vamos explicar de forma mais fácil do que estamos falando.

O que são Blockchain e Token?

Entender esses 2 conceitos vai ser indispensável para aprender como investir em ICO, então é importante abordarmos o que eles são:

Blockchain: a espinha dorsal de qualquer ativo digital como as criptomoedas e os tokens. O blockchain é como se fosse um grande livro razão, onde são registradas as transações realizadas na rede, sendo que a própria rede precisa validar a operação para que ela realmente aconteça. Um blockchain é imutável e por isso é eficiente como uma forma de contabilidade para transações envolvendo ativos digitais.

Token: a unidade de valor dentro do blockchain. Desenvolve-se de uma forma extremamente específica, dependendo do objetivo do ICO. Pode ser encarado como uma ação de uma empresa ou uma quantidade X de valores dentro de um meio de pagamento, tudo dependendo do que foi proposto pelo ICO.

Como você pode perceber, os conceitos são ao mesmo tempo simples e amplos, então é importantíssimo entender que o ICO é uma forma de investimento de risco, mas que pode fazer com que você tenha grandes lucros no médio e longo prazo, assim como as ações de uma empresa negociadas em bolsa. Existem algumas formas de mitigar esse risco e fazer escolhas embasadas quando você vai investir em um ICO.

Como mitigar meus riscos e como investir em ICO?

Da mesma forma que qualquer outro investimento de risco, existem técnicas para aprender como investir em ICO. Elas fazem com que você tenha menos exposição ao trabalhar com esse tipo de investimento.

Vamos a elas:

  • Mantenha-se informado sobre o mercado! O número de ICOs está aumentando a cada dia. Em alguns países os valores investidos já superam os valores alocados em ações tradicionais. Mantenha-se informado e discuta muito com pessoas de confiança a respeito daquele ICO que você pretende investir.
  • Leia a documentação do ICO de forma exaustiva, e faça pesquisas por fora. Leia o whitepaper do ICO e entender o que vai ser realizado com o seu dinheiro. Essa é uma forma importante de proteger o seu investimento. Isso permite que você tenha ainda mais informação sobre a viabilidade e o potencial do projeto. Terá também ciência dos riscos envolvidos.
  • Verifique lastros e garantias: se você for um pouco mais conservador, existe a opção dos tokens atrelados a ativos reais. Eles tendem a ter menos flutuação de valor. Essa pode ser uma forma eficiente de expandir as suas possibilidades.
  • Lembre-se: esse investimento ainda é de risco! Antes de começar, estude o assunto e invista apenas aquele dinheiro que você pode perder. Evite grandes consequências para a sua vida financeira.

Quer saber mais sobre os ICOs e como eles podem fazer parte da sua estratégia empresarial? Entre em contato conosco!

 

Blockchain – Uma Forma Fácil de Entender a Tecnologia que Mudará os Mundos Jurídico e Financeiro

Muitas pessoas me perguntam o que é e como funcionam a Blockchain, o Bitcoin, o Ethereum e os smartcontracts, mas percebo que a imaterialidade do sistema dificulta a compreensão, especialmente dos meus colegas de área jurídica.

Geralmente perguntam: como pode ser segura uma “moeda” que eu não vejo, que não posso guardar no bolso, que não tem um documento que me dê um respaldo de sua existência e validade?

Pensando nisso, resolvi elaborar esse artigo com uma abordagem bem simples, direta e objetiva, suprimindo algumas terminologias técnicas que só viriam a confundir quem não é iniciado em tecnologia, bem como achei interessante usar uma analogia do dia-a-dia para ilustrar melhor o funcionamento da Blockchain.

1- O que é a Blockchain?

Já ouviu falar em banco de dados? Imagine uma planilha de Excel com os nomes dos convidados de uma festa de casamento. Isso é um banco de dados (simples, é claro!).

Blockchain é uma forma diferente de banco de dados, com um conceito inovador em seu modelo de arquitetura que é a interligação dos blocos em cadeia (daí chamar-se “blockchain”), o que confere extrema segurança e confiabilidade ao banco.

Portanto, agora você já sabe que não existe uma única Blockchain, mas inúmeras.

O mais famoso banco de dados criado usando o conceito de Blockchain é o Bitcoin, mas hoje há centenas de outros bancos com diferentes nomes e inclusive com recursos adicionais, como veremos abaixo.

2- O que há de inovador no conceito da Blockchain?

Quando um banco de dados é criado utilizando o conceito de Blockchain ele é capaz de gerar muito mais confiança se comparado a um banco de dados comum porque nele as transações possuem quatro características essenciais, conforme quadro abaixo:

Explicaremos a seguir como funcionam os mecanismos que asseguram a integridade das informações armazenadas nesse tipo de banco de dados, garantindo que nunca venham a ser modificadas, mesmo que se trate de um banco de dados distribuído e espalhado por toda a internet.

3- Como ocorre o registro das transações no banco de dados Blockchain?

Partindo o exemplo de um banco de dados contendo informações sobre os convidados de uma festa de casamento, um tipo de transação passível de registro seria a compra dos presentes, tal como ocorre nas “listas de casamento” que os noivos disponibilizam em lojas de varejo, utensílios domésticos e eletroeletrônicos.

A diferença aqui é que ao invés de ficar sob o controle exclusivo das lojas, a lista de casamento é descentralizada, ou seja, será distribuída entre todos os convidados e todos terão uma cópia.

Assim, cada vez que algum dos presentes da lista for comprado por um dos convidados, essa transação será registrada na base de dados, de forma que os demais convidados saibam que aquele presente em específico já não está mais disponível.

4- E como as transações são mantidas anônimas?

Primeiramente e importante esclarecer uma característica das redes Blockchain que é permitir apenas transações peer-to-peer (ou ponto-a-ponto em português), o que quer dizer que as transações serão sempre entre um indivíduo “a” com um indivíduo “b”.

No entanto, embora outra característica das redes Blockchain seja a consensualidade, isto é, todos que dela participam estão de acordo com a necessidade de que tudo o que nela se coloca deve ser registrado, é óbvio que as pessoas se sentem mais confortáveis quando sua privacidade está preservada.

No exemplo que estamos utilizando, imagine aquele parente que não está em condições financeiras de comprar um presente mais caro e, por essa circunstância, compra um dos presentes mais baratos. Certamente a lista seria um desconforto para os convidados e até mesmo um tipo de pressão ou incentivo à competição se não garantisse a privacidade.

Para tanto, as redes Blockchain resolvem essa questão através da criptografia, que pode ser resumida como o método de codificação de mensagens para que, se interceptada no meio do caminho, não seja compreendida por quem não tenha a senha de decodificação.

Aprofundando um pouco mais, o modelo Blockchain trouxe um conceito de “address” (endereço), onde a identificação das pessoas que participam da transação é substituída por uma longa sequência de números e letras, tipo “9534hf90fsffa900fadrq75a”.

No nosso exemplo, no registro da transação de compra de um presente não aparecerá o nome do convidado, mas sim uma sequência alfanumérica, assim como para o endereço do outro lado, qual seja, da loja onde o presente foi comprado.

Dessa forma, somente convidado e loja saberão os detalhes da transação, pois somente eles possuem as senhas para decodificar a criptografia (chamadas de “chaves privadas”), porém todos os outros convidados serão informados de que a transação ocorreu e que alguém comprou aquele produto da lista.

4- Como é feita a validação dessas transações?

Essa é uma das partes mais complexas, mas como a proposta desse artigo é ilustrar o funcionamento da rede Blockchain de uma forma mais simples, vamos tentar nos limitar a mencionar conceitos técnicos apenas no que for extremamente necessário.

Inevitavelmente teremos que mencionar o papel do “minerador”. Primeiro, mineradores são computadores ligados à rede Blockchain que através de um sofisticado sistema de engenharia computacional e processamento de cálculos matemáticos gera os ativos que são transacionados na rede. Esses computadores também travam entre si uma batalha matemática a cada dez minutos para ver quem irá validar todas as transações pendentes naquele momento no banco de dados e, por essa atividade, recebem uma recompensa da rede em forma de frações de tais ativos.

No exemplo que estamos usando para ilustrar, os “mineradores” da rede seriam as lojas de varejo, utensílios domésticos e eletroeletrônicos que disponibilizam os presentes que podem ser comprados pelos convidados aos noivos no banco de dados.

Aqui entra também um outro conceito técnico que precisa ser absorvido, a “assinatura digital”, que também é um conjunto alfanumérico do tipo “fg2aj43hf76fafa87da” que é gerado pela “carteira digital” onde o convidado do casamento deposita seus ativos.

A loja (minerador) vai então confirmar se essa assinatura é válida, bem como todas as demais informações da operação, como data, valor, entre outros, atribuindo o status de válida à transação através de um “carimbo” chamado transaction id” e, enfim, espalhar essa informação para toda a rede de forma que todos os convidados tenham ciência de que aquela transação aconteceu (o presente foi comprado por um dos convidados).

5- Por que as transações são imutáveis e como isso é assegurado?

Por fim, o que torna os bancos de dados criados no conceito Blockchain tão especial e desejado por instituições financeiras, juristas e outros segmentos que precisam garantir a segurança de suas transações é a imutabilidade, ou seja, a certeza de que nenhum dos conjuntos alfanuméricos de registro de transações (address, assinatura digital, etc.) não será modificado por alguém com a intenção de fraudar o sistema.

Aqui descreveremos o último conceito técnico do nosso artigo, mas que é fundamental para a compreensão do sistema. O conceito de hash é importante porque é ele quem faz a interligação entre os blocos do banco de dados (daí chamar-se Blockchain ou corrente de blocos, em português).

O hash é um outro sistema de codificação que gera um outro código alfanumérico para um determinado texto. Se, por acaso, uma letra qualquer for adicionada a esse texto, o código alfanumérico gerado por uma nova aplicação do hash será totalmente diferente do primeiro.

Assim, na rede Blockchain, quando um minerador faz a validação das transações, ele gera um código em hash (fhjfas86fa767fa) para aquele “bloco de transações”.

Em seguida, quando esse novo bloco é incluído na rede, a Blockchain faz uma nova operação de hash, mas dessa vez ela usa o código hash do bloco anterior somado ao código hash desse novo bloco e gera um terceiro código hash final e assim é feito sucessivamente com cada novo bloco que é incluído na rede, de forma que todos os blocos ficam entrelaçados, desde o primeiro bloco criado na rede até o mais recente.

Para facilitar, vamos ilustrar com a lista de casamento. As lojas mineradoras criaram os primeiros blocos da rede com os presentes disponíveis e esses blocos ganharam o código hash “123abc”. Quando o casal de convidados João e Maria comprou o jogo de panelas, essa transação foi validada pela loja e ganhou um código hash “456cde”. Ao ser incluída na rede para visualização de todos os outros convidados, essa transação ganhou um novo código hash final “123abc456cde”. Quando o próximo casal de convidados comprar outro presente, o código hash da compra deles será somado ao código hash final “123abc456cde” e assim seguirá até a última das compras.

Se alguém tentar mudar qualquer informação nessa rede, a alteração irá gerar um código hash que não segue a sequência dos códigos hash já existentes entre os blocos da rede e, então, a alteração não será validade ou aceita, mantendo-se a segurança de que o que consta nessa base de dados é uma informação confiável.

Conclusão

Embora não seja um tema fácil para quem não é das áreas de informática ou ciência da computação, é importante que operadores das áreas jurídica e de finanças entendam que os bancos de dados criados com o conceito Blockchain são seguros para, a partir disso, aplicar seus conhecimentos na identificação de novos produtos, novos serviços, etc.

Um dos novos serviços jurídicos são os chamados “smart contracts” que já são possíveis com o uso de um tipo especial de Blockchain, denominado Ethereum. Certamente não está próximo o dia em que teremos advogados programando em Blockchain, mas o uso dos smart contracts está cada vez mais difundido e se o operador do direito não quiser depender de um programador para elaborar seus contratos no futuro, é recomendável que aprenda o quanto antes a redigir seus documentos em um outro formato.

Já os operadores do mercado financeiro estão vendo bilhões em recursos de investidores migrarem de ações e títulos públicos para ativos como Bitcoins, Altcoins e Etherium, sem que as corretoras entendam de fato o que as está atingindo.

Da mesma forma, como já está acontecendo nos Estados Unidos, bancos e corretoras em breve estarão incluindo essas novas tecnologias em seus portfólios de produtos para investimento, é melhor entender como funcionam o quanto antes.

Por outro lado, muitos criticam a criptografia que torna anônimas as transações na rede, alegando que ela facilitaria atividades ilícitas, como a remessa de valores para o exterior sem pagamento de impostos, tráfico de todas as modalidades e até o financiamento do terrorismo.

Se exatamente no dia de hoje, 02 de junho de 2017, o STF realizará audiência pública com especialistas para discutir a criptografia de aplicativos de comunicação peer-to-peer como o WhatsApp, certamente essa discussão voltará ao centro das atenções quando o volume de negócios com as chamadas “moedas virtuais” como o Bitcoin atingir um patamar que preocupe as autoridades brasileiras.

Nos próximos artigos trataremos de forma mais aprofundada não apenas sobre como funciona a Blockchain, mas também como funcionam as chamadas “criptomoedas” e também os “tokens” e “smartcontracts” criados a partir dela.

Mauro Roberto Martins Junior

O Guia Definitivo Sobre Os Riscos Do Bitcoin

Logo no começo de janeiro de 2018 o Bitcoin caiu 23% (a maior queda diária desde dezembro de 2013) e você já deve estar se perguntando novamente: Esse negócio de Bitcoin é ilegal? Posso investir em Bitcoin? Bitcoin é permitido no Brasil? Bitcoin é pirâmide? Bitcoin é bolha? Quais os riscos do Bitcoin? Bitcoin é mais arriscado que ações da bolsa?

No presente artigo nós vamos te ajudar a responder algumas dessas perguntas com o que há de mais recente em termos de avaliação jurídica do Bitcoin e demais criptomoedas em geral, pois essa é ainda uma análise em andamento no mundo todo.

Bitcoin é moeda? Quais os Riscos Do Bitcoin?

A primeira questão que você precisa entender sobre os Riscos Do Bitcoin é que, apesar de ótima para fins didáticos e de marketing, a terminologia “moeda digital” é totalmente equivocada do ponto de vista jurídico, uma vez que somente pode ser reconhecido juridicamente como moeda o instrumento emitido oficialmente por um governo para utilização como forma de pagamento. Ponto.

No Brasil, a emissão de moeda é atividade restrita à União, sendo que tal competência é exercida através do Banco Central, conforme a Constituição Federal.

Portanto, definitivamente, o Bitcoin ou qualquer outra das chamadas “criptomoedas” não são moeda, na acepção jurídica do termo. Ponto.

Mas então, o que é o Bitcoin?

Para responder a essa questão (e as respostas podem ser diversas), é essencial que se compreenda como são criados esses “criptoativos” (vamos chamar assim daqui por diante), bem como o funcionamento da tecnologia utilizada para criá-los.

A história do Bitcoin já ajuda a entender sua proposta…

No ano de 2008, em meio a crise econômica mundial, um pseudônimo chamado Satoshi Nakamoto (acredita-se que seja um grupo de pessoas), publicou um artigo acadêmico de 9 páginas intitulado “Bitcoin P2P e-cash paper” em um fórum online chamado “The art of secure and secret communication“. (você pode lê-lo na íntegra clicando aqui).

Segundo o artigo, o tal “e-cash” seria uma proposta de liberdade monetária, uma crítica ao sistema bancário atual, muito reprovado porque os bancos teriam misturado créditos do tipo subprime (créditos de segunda linha) com dívidas de baixo risco, em pacotes chamados CDOs, que as as agências de classificação de risco (Standard & Poor’s, Fitch e Moody’s) garantiam que eram investimentos de alta qualidade. Quando os devedores de títulos subprime começaram a não honrar seus compromissos e pagar suas dívidas, houve um efeito dominó no mercado atingiu investidores do mundo todo.

Assim, a ideia de Satoshi Nakamoto era usar um sistema eletrônico de pagamentos com base em prova criptográfica ao invés do modelo tradicional de confiança atrelada aos agentes econômicos (bancos, agências de avaliação de risco, governos, etc.).

O que é a Blockchain?

A solução criada utilizou como base a soma de várias tecnologias disponíveis na época, mas que nunca haviam sido colocadas em conjunto e, decorrente dessa junção, nasceu a Blockchain (cadeia de blocos), tecnologia que explicamos como funciona em um outro artigo (se tiver curiosidade, clique aqui).

Em resumo, para não extender demais esse artigo, a Blockchain é um modelo diferente de banco de dados com blocos interligados em cadeia. Além disso, os participantes da rede se conversam através de conexões no estilo ponto-a-ponto (peer-to-peer), o que mantém a governança da rede de forma descentralizada, ou seja, cada participante da rede possui uma cópia completa da base de dados e está apto a verificar a autenticidade de qualquer transação, tornando desnecessária a função de uma entidade central de validação, como um banco por exemplo.

A criptografia é utilizada para manter a privacidade e a segurança das transações, bem como o anonimato das pessoas, ou seja, a identificação das pessoas que participam da transação é substituída por uma sequência de números e letras, tipo “95drT34hfd5a54”.

Por fim, o uso do conceito de hash é importante porque é ele quem faz a interligação entre os blocos do banco de dados, de forma que cada transação realizada na rede é registrada em um bloco que, por sua vez, possui um ligação criptográfica com o bloco de transações anteriores. Se alguém tentar mudar qualquer informação na rede, tal alteração gerará um código hash que não segue a sequência dos códigos hash existentes anteriormente entre os blocos e, por essa razão, a alteração não será validade ou aceita, mantendo-se a segurança de que o que consta nessa base de dados é uma informação confiável.

Como é determinado o valor do Bitcoin e o risco da desvalorização

A recente desvalorização do Bitcoin tem assustado muito as pessoas e para aquelas que não entendem como o Bitcoin funciona, significa que há algo de errado, que o Bitcoin é um esquema de pirâmide ou uma bolha financeira, etc. Elas ficam com receio dos Riscos Do Bitcoin.

Mas o que determina a valorização do Bitcoin são os mesmos fatores que determinam a valorização de qualquer ativo, ou seja, a confiança e o binômio oferta/demanda.

Vejamos, por exemplo, uma comparação a variação do dólar no Brasil.

Diariamente o valor do dólar sobe e desce nas casas de câmbio brasileiras e tal variação depende de diversas coisas como, notícias sobre a saúde política e financeira do Brasil. Se a confiança no país está alta, os investidores direcionam seus dólares pra o Brasil e o aumento nesse volume de dólares causa a queda da cotação frente à moeda brasileira. Já no sentido contrário, ou seja, quando as notícias assustam os investidores e causam fuga de dólares para outros países, a escassez gerada faz o valor da moeda americana suba nas casas de câmbio.

O mesmo conceito aplicado às ações de empresas negociadas em bolsa

Se os negócios da empresa estão indo bem e esta ganha a confiança dos investidores, o movimento de procura por suas ações gera uma escassez que faz o seu valor aumentar. Por outro lado, se os resultados operacionais são ruins ou surgem notícias na mídia que podem impactar os futuros resultados da empresa, tais como queda na demanda dos seus produtos em outros países, escândalos de corrupção ou fraudes contábeis, inicia-se um movimento de venda das ações e esse excesso de oferta faz com que o seu valor caia, podendo até despencar consideravelmente e causar grandes prejuízos aos seus investidores.

Com o Bitcoin acontece a mesma coisa.

A cada dia que se passa sem que o seu protocolo blockchain seja violado, maior é a confiança da comunidade na segurança da criptografia utilizada no sistema e, por conta disso o valor do Bitcoin tende a subir. É importante entender esse conceito para assimilar os Riscos Do Bitcoin.

Da mesma forma, notícias positivas como, por exemplo, a intenção de um país relevante economicamente que pretende regulamentar a aceitação e o uso de criptomoedas ou até notícias sobre grandes empresas de varejo que passaram a aceitar Bitcoin como forma de pagamento, também aumentam o seu valor.

No entanto, notícias negativas como a proibição uso do Bitcoin em um determinado país ou notícias sobre ataques cibernéticos a grandes corretoras que causaram prejuízos milionários para seus clientes, são notícias que fazem o valor do Bitcoin cair.

A cotação do Bitcoin pode ser acompanhada em tempo real através de vários sites, tais como bitcoinwisdom e coindesk, entre muitos outros.

Outros riscos do Bitcoin

Além do risco de desvalorização, há outros riscos relacionados aos criptoativos que também encontram paralelo em outros tipos de ativo, bem como alguns outros que são exclusivos desses ativos digitais.

Aplicativos ou moedas falsas

Vejamos por exemplo o risco de existência de aplicativos simulados ou moedas falsas.

Nesses casos, os criminosos divulgam nas lojas de aplicativos algumas soluções que, na verdade, não realizam qualquer tipo de intermediação de criptoativos e, depois que o é fita a transferência da moeda real pelo usuário, os criminosos se apropriam dos valores e desaparecem.

Pode ser comparado à comercialização de dólares falsificados. (notícia de 2017, Banco do Brasil confirmou que houve venda de dólares falsos em uma de suas agências no Recife).

Ataque de hackers e infestação por vírus

Outro risco é o de ataque hackers ou infestação por vírus em na carteira digital onde o usuário armazena seus Bitcoins ou na própria corretora, o que pode ser assemelhado aos ataques que ocorrem em serviços de internet banking de qualquer banco tradicional ou corretora de investimentos, que são extremamente mais comuns (segundo notícia de abril de 2017, Malware para internet banking cresce 400% e ataca bancos da América Latina).

Esquemas de pirâmide financeira

Os esquemas de pirâmide financeira, tão comuns em diversos segmentos, também tem sua versão virtual.

Operando no mesmo formato, os golpistas criam várias contas de Bitcoin simultâneas para dividir o valor entre as carteiras e re-aplicar o golpe para um número cada vez maior de pessoas, até que o esquema todo desmorona e aqueles que lá colocaram seus Bitcoins ficam sem nada. (segundo notícia de setembro de 2017, duas empresas foram acusadas de criar um esquema de pirâmide financeira disfarçado de site de apostas esportivas).

Dominação do mercado por um determinado país

Até pouco tempo atrás, a dominação chinesa do mercado de Bitcoins era gritante, uma vez que a concentração de fábricas de mineração naquele país fez com que mais de 90% das transações fossem lá processadas e validadas.

Hoje essa concentração passou para o Japão, pois após a China proibir certas atividades relacionadas a criptomoedas no país, o vizinho japonês aproveitou para regulamentar e criar um cenário de atração de Bitcoins, tais como o reconhecimento como forma oficial de pagamento, o incentivo às corretoras e mineradoras e a redução de impostos.

Se um governo dominante como esses decidir, por qualquer motivo, intervir no sistema global de uma determinada moeda, o risco de desvalorização é bastante alto.

Computação quântica

No meu ponto de vista, o maior risco para o futuro do Bitcoin e das criptomoedas em geral está na computação quântica.

Isso porque, a computação quântica teria o poder de quebrar aquele que é o fator vital para a segurança do Bitcoin ou de qualquer outra solução criada com base na tecnologia blockchain, que é a criptografia.

Em resumo, os computadores convencionais possuem como unidade de informação o “bit” que pode ter um valor 1 ou 0. Já os computadores quânticos possum o qubit (bit quântico), que pode ser 1 e 0 ao mesmo tempo, ou seja, isso permite que sejam feitos múltiplos cálculos simultaneamente.

Em tese, isso daria velocidade para que um computador quântico calculasse em tempo razoável a chave privada de uma criptografia tradicional e violasse sua segurança.

A notícia boa é que, ao mesmo tempo que diversos laboratórios pelo mundo estão a todo vapor trabalhando no desenvolvimento da computação quântica, outros tantos já estão focados em aprimorar a criptografia quântica, apta a atribuir segurança ao sistema novamente.

Como reduzir os riscos?

Em resumo, em todas as modalidades de ativo (físico ou digital) a pessoa que assume o risco de investir se encontra no mesmo cenário, ou seja, se ele adquirir R$ 10.000,00 em dólares, ações ou bitcoins, a chance de ser surpreendido por uma alta ou queda no valor dos ativos é a mesma, uma vez que ele não domina todos os fatores que influenciam essa volatilidade.

O que pode reduzir os riscos referentes à desvalorização do Bitcoin ou de qualquer outro ativo são, via de regra, o conhecimento profundo do referido ativo e o acompanhamento próximo dos fatores que podem impactar na sua valorização.

Dessa forma, o investidor que trabalha com criptoativos deve entender muito bem desse mercado e acompanhar diariamente tudo o que acontece no mundo e que possa causar impacto no seu investimento. Há centenas de sites especializados no Brasil e no exterior que fornecem uma quantidade enorme de informações diariamente.

Conclusão

Afinal, em maior ou menor grau, em tudo há uma certa dose de risco. Se você parar para analisar, até mesmo as moedas nacionais, emitidas pelos governos, pois há muito tempo deixaram de ter lastro no ouro e, atualmente, dependem apenas da confiança depositada no seu monopólio estatal.

O cidadão não tem controle algum sobre seu dinheiro e muitas vezes fica a mercê de caprichos e arbitrariedades governamentais, com a conivência do sistema bancário.

Alguém se lembra dos planos econômicos? E do confisco da poupança? Quanto vale hoje uma mala com 100 milhões de Cruzeiros, em notas?

Portanto, sabendo do que se trata o Bitcoin ou qualquer outra criptoativo que você decida investir, saiba que o risco é inerente ao investimento. E é consideravelmente alto. É mandatório o acompanhamento diário de todas as notícias que possam impactar o ativo, ou seja, não tenha um medo injustificado dos criptoativos, mas também não venda tudo pra investir em Bitcoins!!!

Cases de Sucesso Blockchain: Aplicações no Comércio Exterior

Procurando por um Cases de Sucesso Blockchain? Principalmente devido ao sucesso das criptomoedas, especialmente o Bitcoin, o Blockchain é uma tecnologia que ganha cada vez mais espaço também em relação a outras aplicações. Porém, por se tratar de algo recente, muitas empresas ainda não sabem como utilizar essa tecnologia em suas atividades.

Por isso, o intuito desse artigo ao apresentar algumas aplicações práticas (cases de sucesso blockchain) em um segmento, no caso o comércio exterior, e mostrar a viabilidade do uso dessa tecnologia além das criptomoedas. Acompanhe!

Aplicações Práticas: Cases de Sucesso Blockchain

A melhor maneira de gerar um entendimento claro sobre algo novo é por meio de aplicações práticas. Assim sendo, apresentaremos abaixo dois cases de sucesso do uso do Blockchain para proporcionar uma melhor compreensão dessa tecnologia. Confira!

BBVA: exportação de pescados

O BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria) realizou uma exportação de pescados do México para a Espanha 100% em Blockchain. Com isso, uma transação que exige toda uma documentação circulando entre diversos agentes que atuam na operação ocorreu em apenas duas horas e meia. Sendo que o tempo gasto tradicionalmente nesse processo é de sete dias.

Ou seja, com a utilização do Blockchain, houve um relevante ganho de eficiência e produtividade. Além disso, por uma característica própria dessa tecnologia, operações desse tipo se tornam bem mais confiáveis. Há inclusive um acompanhamento mais eficiente e amplo de todo o processo de transporte dos produtos, da saída do exportador até a efetiva entrega ao importador.

HSBC: primeira operação de comércio internacional usando apenas Blockchain

O HSBC realizou uma exportação de soja da Argentina para a Malásia usando exclusivamente o Blockchain. Sendo essa considerada a primeira operação de comércio internacional feita utilizando apenas essa tecnologia.

O HSBC analisou os diversos aspectos referentes à possibilidade de realizar operações utilizando o Blockchain durante cerca de um ano. Por sinal, o interesse e a efetivação do uso dessa tecnologia por companhias como esse gigante mundial do setor bancário demonstra que essa nova alternativa referente às transações internacionais tende a ser cada vez mais utilizada, principalmente por grandes empresas que buscam agilizar e dar mais segurança às suas transações.

Blockchain no Supply Chain (cadeia logística): Como Verificar a Autenticidade de um Produto?

Uma das grandes vantagens do Blockchain é a interligação que ele proporciona entre todos os agentes envolvidos em uma transação. Sendo que isso é essencial no Supply Chain (cadeia logística). Tudo acontece com mais agilidade e segurança (como no case da BBVA). Mas e quanto à verificação da autenticidade dos produtos, como ela pode ser feita?

Essa é uma questão que gera muitas dúvidas por parte das empresas. Contudo, a verdade é que existem vários métodos para realizar a verificação da autenticidade dos produtos. QR Code, tinta especial de identificação e smart chips são algumas dessas alternativas.

Independentemente da opção usada, cabe a cada agente envolvido na transação, seja com um smartphone ou outro equipamento específico, consultar os produtos para registrar as etapas do processo de transporte no Blockchain e validar a transação. Sendo que esse processo é realizado com muito mais rapidez, praticidade e segurança (na comparação com os “métodos” tradicionais).

Conclusão

Analisando esses dois cases de sucesso Blockchain, é possível compreender que essa tecnologia é aplicável a diversos mercados. Sendo que, além de agilizar as operações, ela também confere maior segurança, uma vez que a tecnologia Blockchain assegura a imutabilidade dos registros realizados na rede. Ou seja, trata-se de uma oportunidade de realizar transações com mais rapidez e confiabilidade.

Porém, é óbvio que em alguns mercados a atuação dos agentes reguladores tem um papel importante na implementação integral do Blockchain no processo. O que, no caso do Brasil, não é um problema no tocante à questão tecnológica em si, pois o nosso sistema governamental é relativamente avançado nesse sentido. Contudo, há no momento o desafio aumentar a compreensão das autoridades no que se refere à essa nova tecnologia e incentivar a sua rápida adoção, pois trará benefícios para todos os envolvidos, inclusive os órgãos públicos. De qualquer forma, a viabilidade e a eficiência dela estão mais do que comprovadas e devem ser consideradas pelas empresas que buscam diferencial de mercado com base na otimização de processos, redução de custos e segurança de processos.

Visão Geral do Blockchain: O que é, Como Funciona e Como o Bitcoin se encaixa nesse contexto?

Juntamente com o recente sucesso das criptomoedas, especialmente o Bitcoin, novas tecnologias começaram a ganhar fama nos últimos anos. Um grande exemplo disso é o Blockchain, que já é utilizado em diversos segmentos. Sendo que a tendência é que a sua aplicação se torne cada vez mais ampla e dinâmica.

Sendo assim, para ajudar você a conhecer melhor essa tecnologia, mostraremos a seguir alguns detalhes. Vamos mostrar também a visão geral do Blockchain, incluindo o seu funcionamento prático e a sua associação com o Bitcoin. Se você tem interesse em criptomoedas e/ou por tecnologias inovadoras, certamente vai gostar do conteúdo!

Visão Geral do Blockchain

O Blockchain (corrente de blocos) é conhecido como “o livro de registros públicos. Nele ficam armazenadas todas as transações efetuadas utilizando aquela rede”. É como se ele fosse um grande “livro contábil” dessas transações digitais. Porém, vamos facilitar o entendimento para quem ainda não o conhece bem. Pode-se dizer que o Blockchain é um grande banco de dados distribuído em vários nós e agentes. Ou seja, esse banco de dados não tem um agente centralizador, um controlador.

Todas as pessoas que possuem acesso àquela base de dados específica estão em pé de igualdade no que diz respeito à validação e visualização das transações realizadas. E como todas as transações são validades em intervalos recorrente de tempo (a cada dez minutos no caso do Bitcoin), as entradas e saídas são gravadas de maneira transparente e inviolável (devido à criptografia e ao fato de os blocos serem encaixados sequencialmente uns aos outros). Sendo que todas as informações ficam descentralizadas, ou seja, não ficam registradas em um local único. Os dados podem ficar espalhados ao redor de todo o mundo e estão distribuídos de modo que não há a dependência de um agente específico para validar as transações.

Dessa forma, se você possui um ativo digital (criptomoeda), pode transferi-lo para qualquer pessoa que faz parte daquela determinada rede. Sendo que essa transação acontece quase que instantaneamente, assim que o bloco criado e validado é encaixado na sequência de blocos. Hoje em dia o tempo médio para transferir Bitcoins para o exterior é de menos de 30 minutos, por exemplo.

Como surgiram o Blockchain e o Bitcoin?

Ainda em 2008, em meio à crise financeira internacional, foi publicado um artigo (denominado “Bitcoin P2P e-cash paper”) em um fórum online chamado “The art of secure and secret communication”, que como crítica ao sistema financeiro, propunha uma forma de serem realizadas transferências de valores digitais diretamente entre as pessoas. Ou seja, sem que houvesse um agente central de confiança envolvido na transação.

O verdadeiro nome do autor desse artigo nunca foi descoberto, pois ele publicou o conteúdo usando um pseudônimo. No caso, Satoshi Nakamoto. Sendo que as aparições desse autor nas redes não são constantes, inclusive, faz um bom tempo que ele não faz novas publicações. Porém, o que realmente importa nessa história toda é a grande contribuição do seu artigo.

Até então, todas as transferências envolviam um agente central de confiança, como os governos e os bancos. Se uma pessoa quisesse transferir valores para outra, havia sempre a necessidade de ter a validação de um desses agentes. Já de acordo com o que propunha Nakamoto em seu artigo, passava-se a ter a possibilidade de uma pessoa transferir valores digitais diretamente para outra. Sendo que isso não envolveria absolutamente nada físico (documentos, comprovantes…). Seu artigo também solucionou um problema relacionado à validação desse ativo digital como único e sua transferência, que como todo ativo digital apresentava o risco do chamado “duplo gasto”.

Intuito do Blockchain: dar segurança na transação de ativos digitais

Em se tratando de um ativo físico, como o dinheiro (cédulas), sempre existiu a vantagem de ele ser singular. Se uma pessoa entrega uma nota de cem reais à outra, a transferência desse valor está concretizada e não se fala mais no assunto. Porém, no que diz respeito a um ativo digital, existia um problema conceitual. Se alguém envia, por exemplo, uma foto para outra pessoa, mas continua em posse dela também, qual é a verdadeira, qual foto é válida? Essa é a questão do duplo gasto.

Foi exatamente por propor uma solução para esse problema que o artigo de Nakamoto foi tão relevante. A ideia dele era dar segurança aos ativos digitais. Ou seja, viabilizar que cada transação fosse única. Assim, ao serem transferidos de uma pessoa para outra, o valor desses ativos ficaria apenas com o receptor da transferência.

A visão geral do blockchain baseia-se em uma cadeia de blocos, sendo que o ativo digital é programado por meio de algoritmos nos quais são encaixadas todas as transações realizadas e todas as pessoas que participam dessa rede têm acesso a todos os dados e validam as transferências, que são passadas de mão em mão, em transações únicas.

Esse conceito foi considerado revolucionário na época em que foi proposto por Nakamoto. Obviamente, ele não foi “viabilizado” de imediato. Pelo contrário, apenas em 2009 houve a primeira transação (de Bitcoin). E a maior disparidade diz respeito aos valores, pois, na ocasião, um dólar era equivalente a 1.300 Bitcoins. Sendo que, atualmente, um Bitcoin está valendo, dentro de uma margem de oscilação, de 8 a 10 mil dólares. Lembrando que, no final de 2017, um Bitcoin chegou a valer quase 20 mil dólares.

Qual é a relação do Bitcoin com o Blockchain?

A primeira operação com o Bitcoin foi a compra de duas pizzas, que custaram 10 mil Bitcoins. Desde então, essa criptomoeda valorizou-se devido à sua confiabilidade. Tanto que, atualmente, existe um mercado internacional (referente ao Bitcoin) bastante ativo.

Nesse sentido, é importante deixar claro que o Bitcoin é a moeda virtual mais conhecida, mas não a única. Existem mais de mil criptomoedas, sendo que algumas têm características bastante específicas. Inclusive, já existem bancos, empresas e até países desenvolvendo suas próprias alternativas dentro dessa nova tecnologia. A verdade é que estamos vivendo um cenário totalmente favorável à criação de soluções envolvendo o Blockchain. Sendo que, dentro desse universo, existem inúmeras possibilidades em relação às características e aplicações dessas redes e também dos ativos digitais.

Dentro da visão geral do blockchain, pode-se dizer que o sucesso do Bitcoin é a comprovação da viabilidade da ideia proposta por Nakamoto. O Bitcoin está prestes a completar uma década de uso com base no conceito idealizado em 2008 e nunca teve problemas relativos a hackeamento.

Todas as transações realizadas nesse período estão salvas na rede Bitcoin. Quando alguém faz a transferência de um ativo desses, a cada dez minutos, algo acontece. Toda a rede roda e valida essa transação. Isso cria um novo bloco que é encaixado ao bloco anterior,tudo criptografado para evitar alterações realizadas por um “agente” externo (à rede).

Assim sendo, hackear essa rede é bem mais complexo do que quando se trata de um banco de dados centralizado, por exemplo. Seria necessário atacar todos os nós de todos os agentes da rede Bitcoin e em menos de dez minutos. Ou seja, antes que a rede rode novamente validando as transações.

Veja bem, todos esses aspectos referentes ao Bitcoin representam apenas uma parcela de algo muito mais amplo, que é exatamente o Blockchain, que pode ser utilizado para uma gama enorme de soluções para soluções que precisem, por exemplo, de várias pessoas acessando um conjunto de informações que se altera ao longo do tempo e precisa de confiabilidade.

Conclusão

É claro que, inclusive devido ao volume elevado de transações, ainda existem muitos desafios relacionados ao Blockchain e também à visão geral do Blockchain. Principalmente no que se refere à privacidade dos dados. Contudo, é inquestionável que esse conceito é muito bem-sucedido. E o melhor é que, embora sua reputação esteja muito associada às criptomoedas, ele tem uma série de outras aplicações. Ou seja, existe um universo muito amplo que ainda pode ser explorado no que se refere a essa tecnologia.

 

Resistência do Sistema Regulatório às Criptomoedas: Qual é o Estágio do Brasil na Adequação Regulatória?

Apesar de muitos brasileiros já lidarem com elas, ainda há uma grande resistência do sistema regulatório às criptomoedas. Atualmente, por parte do próprio Banco Central brasileiro, existe ainda certa incompreensão quanto à aceitação do uso dessa alternativa. As criptomoedas, como o bitcoin, que é a mais conhecida globalmente hoje, não são reconhecidas como meio de pagamento no Brasil atualmente.

Mas será que é só por aqui que as criptomoedas ainda enfrentam barreiras em relação à regulamentação? Será que existem países onde elas já são totalmente aceitas pelos órgãos reguladores? Será que elas são apenas mais uma “modinha” ou podem realmente se fortalecerem e ganharem cada vez mais relevância no sistema financeiro?

Responderemos abaixo essas e diversas outras questões relevantes sobre esse assunto? Se você tem interesse nesse tema, não deixe de conferir atentamente para tirar todas as suas dúvidas!

A maioria dos países ainda está engatinhando no tocante à regulamentação das criptomoedas

Como dito na introdução, a regulamentação das criptomoedas não parece ser uma pauta de interesse das autoridades brasileiras. Sendo que, além das questões burocráticas envolvidas nisso, essa resistência talvez ocorra também devido ao histórico do bitcoin.

Na verdade, globalmente, a maioria dos países ainda lida com a regulamentação das criptomoedas de maneira tímida. Porém, na prática, isso não é algo que “age” contra as moedas virtuais. Até porque, cresce constantemente a quantidade de pessoas que fazem negócios com elas. Na realidade, é como se estivéssemos passando pelo período de adaptação e entendimento que toda nova tecnologia demanda. Sendo que isso acontece mundialmente, embora alguns países estejam mais avançados do que outros no tocante à regulamentação das moedas virtuais. Por isso, é necessário que todos os interessados (empresários, investidores, órgãos reguladores, legisladores…) estudem cada vez mais esse assunto.

Como entender melhor as criptomoedas e as vantagens de utilizá-las?

Para entender melhor as criptomoedas e as vantagens de usá-las, uma boa opção é ler o livro Blockchain Revolution, do autor Don Tapscott. Esse livro apresenta uma visão muito interessante sobre o Blockchain, que é a tecnologia por trás das criptomoedas.

Para explicar o entendimento e a adequação a novas tecnologias como essa, Don Tapscott usou uma analogia bem interessante. O autor lembrou que, no final do século XIX, quando surgiu o automóvel, a primeira forma utilizada para evitar atropelamentos foi a Lei da Bandeira Vermelha, que exigia a presença de uma pessoa tremulando uma bandeira vermelha à frente de todos os carros em locomoção.

Naturalmente, essa lei não durou muito tempo. Porém, pode-se tirar um aprendizado muito importante dessa experiência, que é a falta de visão de futuro dos legisladores e órgãos reguladores. A verdade é que o legislador e o regulador tendem a olhar sempre para o que está para trás. Há certa dificuldade em olhar para a inovação como uma oportunidade, como uma maneira de evoluir.

Os órgãos reguladores ainda não reconhecem transações com criptomoedas no Brasil

A dificuldade em olhar a inovação como oportunidade acontece inclusive (e talvez principalmente) com os órgãos reguladores. Os formulários da Receita Federal do Brasil, por exemplo, não oferecem a oportunidade de realizar pagamentos com criptomoedas.

Dessa forma, os primeiros empreendedores que estão lidando com criptomoedas enfrentam grandes desafios pelo fato de estarem entrando em áreas que não possuem uma regulamentação bem definida. Um exemplo claro disso acontece com as Exchanges, que são as empresas/plataformas de negociação de bitcoins. A maioria delas opera mediante liminares obtidas na justiça, já que os bancos fecham as contas dessas empresas por conta das regras de compliance e combate a fraudes, como a regra do “know your client”.

Diante disso, para conseguirem atuar em conformidade com as leis atualmente existentes e que não foram elaboradas com o escopo de dar um tratamento específico para as criptomoedas, as empresas que querem atuar nesse mercado tão inovador precisam enfrentar uma zona cinzenta de regulamentação.

Vários Países já reconhecem o Bitcoin como Meio de Pagamento

Nesse sentido, é interessante destacar que situações assim já foram contornadas em diversos lugares do mundo. Além de vários países europeus, a Alemanha e o Japão, por exemplo, já reconhecem o bitcoin como meio de pagamento. Sendo que a tendência é que cada vez mais países aceitem as criptomoedas como forma legal de realizar pagamentos.

Na Suíça, por exemplo, já é bastante avançada a compreensão do funcionamento e dos benefícios dessa nova tecnologia, razão pela qual já criaram o “Crypto Valley”, nome dado à região do Cantão de Zug (cidade situada a meia hora de Zurique) que ganhou fama internacional e se tornou referência quando o assunto é ICO (Initial Coin Offering) Como membro da Crypto Valley Association, estaremos na Crypto Valley Conference on Blockchain Technology que acontecerá entre os dias 20 e 22 de junho de 2018, com o objetivo de dominar ainda mais o assunto e fortalecer parcerias estratégicas.

Porém, no Brasil, pela falta de legislação específica sobre o tema, as moedas virtuais são reconhecidas como commodities e são equiparadas a bens imateriais. Apesar do uso do uso comum de termos como criptomoedas ou moedas virtuais, juridicamente elas não são equivalentes a moedas, como já ressaltou várias vezes o Banco Central. Contudo, isso não quer dizer que negociar com elas é ilegal.

Trabalhar com criptomoedas não é ilegal

Negociar com criptomoedas não é uma atividade ilegal. Na verdade, transações feitas com moedas virtuais no Brasil são reconhecidas como permuta. É como se você tivesse fazendo um pagamento em bens (uma troca), e não em dinheiro. Ou seja, de um modo geral, há certos cuidados que se deve ter ao trabalhar com essa forma de transação.

Empreendedores que atuam ou desejam atuar nesse mercado precisam de suporte jurídico especializado. É preciso entender a necessidade e desenhar, totalmente de acordo com cada caso. É preciso pensar qual é a maneira mais adequada de agir, de forma a atuar com segurança jurídica. É preciso orientar e conscientizar os nossos legisladores. Reforçar a importância de acelerar o ritmo de adequação a essa nova realidade. É preciso colocar o Brasil entre os países pioneiros na criação de condições de desenvolvimento desse mercado promissor.

Conclusão

Como ficou claro ao longo do artigo, tratar desse assunto é um desafio. Porém, já estamos em um caminho sem volta. Fato é que, existem grandes inovações por trás do uso de criptomoedas, como é o caso da tecnologia Blockchain. Logo, precisamos ficar atentos e sermos mais atuantes para que sejam criadas regulamentações que facilitem a utilização dessas novas tecnologias. Até porque, isso favoreceria principalmente aos pequenos empresários, pois tudo (transações, compras, vendas…) ficaria mais prático e rápido. Ou seja, entender, viabilizar e regulamentar a utilização de criptomoedas no Brasil é algo que depende do entendimento e da ação de todos.

Se você gostaria de saber como realizar um ICO ou como implementar um projeto usando a tecnologia do Blockchain em sua empresa, entre em contato comigo!

Quais oportunidades a Tecnologia Blockchain oferece às empresas de mercados tradicionais e como se adequar a elas?

A tecnologia Blockchain passou a ser conhecida muito graças à sua utilização em relação às criptomoedas. Mais especificamente, o bitcoin, que é a moeda virtual mais conhecida atualmente.

Porém, a tecnologia Blockchain tem diversas outras aplicações. Inclusive, vários modelos de negócios e empresas de mercados tradicionais podem adotar essa tecnologia e se beneficiarem das suas vantagens. Ele seria de grande relevância, por exemplo, para dar mais agilidade a mercados que têm documentações pesadas.

Por isso, até com o intuito de desmistificar o uso dessa tecnologia, mostraremos a seguir algumas das oportunidades que o Blockchain oferece às empresas pertencentes a mercados tradicionais e como estas podem se adequar a essas novas possibilidades. Confira!

Como as instituições estão usando essa tecnologia atualmente?

Além das criptomoedas, algumas instituições (bancos) já utilizam a tecnologia Blockchain atualmente. O Consórcio R3, por exemplo, criou a sua própria plataforma de tecnologia de contabilidade. Denominada de Corda, essa plataforma é utilizada para fazer as transações financeiras do grupo.

Nesse sentido, é interessante destacar que, especialmente devido à agilidade com a qual as transações são feitas nas plataformas que usam o conceito de Blockchain, as instituições que usam essa tecnologia obtêm uma série de vantagens em relação a custos.

Quais são os modelos aplicáveis da tecnologia Blockchain?

Com base no que foi dito acima, entende-se que diversas áreas podem aplicar esse conceito para otimizarem suas operações. Como seria algo muito amplo, não cabe aqui realizar uma enumeração dessas áreas. Porém, é possível destacar que todas elas têm uma característica em comum, que é a ocorrência de situações nas quais é necessário preservar no tempo uma transação que pode ser acessada por diversos agentes e verificada a validade o tempo todo.

Obviamente, isso depende de regulamentações implementadas pelos países. Porém, existem alguns modelos do Blockchain que são aplicáveis de maneira relativamente simples. A transferência de imóveis, por exemplo, seria uma atividade agilizada por essa tecnologia.

Blockchain aplicável a transferências de imóveis: como funciona?

Atualmente, para fazer uma transferência de imóveis, há todo um processo burocrático que consiste em fazer uma escritura e ir a um cartório para transferi-la. Contudo, se essa transação fosse feita utilizando a tecnologia Blockchain, ela aconteceria de maneira automática e haveria, além da economia de tempo, total segurança para as partes envolvidas, pois existiria a garantia de que a propriedade em questão deixou de pertencer à pessoa A e passou à propriedade da pessoa B.

Sendo que esse é apenas um exemplo objetivo entre tantos possíveis. Até porque, o Blockchain pode ser usado também em outras situações, como é o caso da cadeia de fornecedores.

Como a tecnologia Blockchain se aplica à cadeia de fornecedores?

Na cadeia de fornecimento, que é inclusive onde entram as questões relativas ao comércio internacional, as oportunidades no que se refere ao Blockchain são infinitas. Um aspecto muito interessante sobre esse assunto é a falta de confiança entre as partes envolvidas.

É comum que ocorram operações comerciais entre agentes que não têm uma relação de total confiança. Diante disso, o uso de uma tecnologia muito mais segura que aquelas usadas pelos sistemas financeiros dos bancos, por exemplo, representaria a obtenção de melhorias significativas na cadeia de fornecedores.

Inclusive, já existem diversas empresas, algumas de grande porte até, trabalhando, embora eles ainda não estejam totalmente operacionais, na criação de sistemas de transações de comércio internacional que utilizam o Blockchain.

O Blockchain é uma solução mágica para tudo?

A tecnologia Blockchain realmente oferece uma série de vantagens na comparação com a maioria das tecnologias mais usadas atualmente. Porém, é necessário compreendermos que ele não é uma solução mágica que vai resolver todos os problemas.

Na verdade, o Blockchain deve ser aplicado diante de demandas específicas. Claro, ele pode atender a diversas necessidades, mas sempre de acordo com determinadas características. Uma delas é exatamente a existência de vários agentes, por exemplo, acessando uma mesma base de dados e realizando transações, sendo que há a necessidade de preservar as informações ali contidas.

Por isso, é essencial que as empresas saibam quando é necessário e viável usar essa tecnologia em seus sistemas.

Quando usar o Blockchain: quais são os requisitos?

A primeira coisa a ser ponderada para saber quando usar o Blockchain é a necessidade de haver compartilhamento de dados. Mas não é apenas isso. Na verdade, existem algumas questões que indicam se seria analisar a oportunidade de utilizar essa tecnologia. Caso quatro das questões abaixo sejam respondidas com “sim”, você deve avaliar a aplicabilidade do Blockchain:

  1. Múltiplas partes compartilham dados e precisam acessar as mesmas informações
  2. Múltiplas partes realizam ações que precisam ser gravadas e alteram os dados?
  3. Existe a interação entre transações criadas por diferentes participantes que dependem uma da outra?
  4. Existe a necessidade de verificação da veracidade e validade dos dados registrados
  5. Remover intermediários reduziria custos e complexidade?
  6. Reduzir o tempo gasto traria benefícios para o negócio?

Perceba que essas seis perguntas têm alguns elementos em comum. O compartilhamento de dados entre várias partes talvez seja o principal deles. Além disso, pode-se destacar também a realização de transações que são preservadas para que seja confirmada a veracidade.

Conclusão

A estruturação de novos modelos de negócio utilizando a tecnologia do Blockchain pode depender de avaliações jurídicas de setores regulados ou legalidade na formatação destes negócios de acordo com a legislação brasileira Por isso, é sempre importante desenvolver um modelo de negócio com advogados especializados no blockchain, que podem validar e ajudar a estruturar as inovações criadas pela sua empresa.

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