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Visão Geral do Blockchain: O que é, Como Funciona e Como o Bitcoin se encaixa nesse contexto?

Juntamente com o recente sucesso das criptomoedas, especialmente o Bitcoin, novas tecnologias começaram a ganhar fama nos últimos anos. Um grande exemplo disso é o Blockchain, que já é utilizado em diversos segmentos. Sendo que a tendência é que a sua aplicação se torne cada vez mais ampla e dinâmica.

Sendo assim, para ajudar você a conhecer melhor essa tecnologia, mostraremos a seguir alguns detalhes. Vamos mostrar também a visão geral do Blockchain, incluindo o seu funcionamento prático e a sua associação com o Bitcoin. Se você tem interesse em criptomoedas e/ou por tecnologias inovadoras, certamente vai gostar do conteúdo!

Visão Geral do Blockchain

O Blockchain (corrente de blocos) é conhecido como “o livro de registros públicos. Nele ficam armazenadas todas as transações efetuadas utilizando aquela rede”. É como se ele fosse um grande “livro contábil” dessas transações digitais. Porém, vamos facilitar o entendimento para quem ainda não o conhece bem. Pode-se dizer que o Blockchain é um grande banco de dados distribuído em vários nós e agentes. Ou seja, esse banco de dados não tem um agente centralizador, um controlador.

Todas as pessoas que possuem acesso àquela base de dados específica estão em pé de igualdade no que diz respeito à validação e visualização das transações realizadas. E como todas as transações são validades em intervalos recorrente de tempo (a cada dez minutos no caso do Bitcoin), as entradas e saídas são gravadas de maneira transparente e inviolável (devido à criptografia e ao fato de os blocos serem encaixados sequencialmente uns aos outros). Sendo que todas as informações ficam descentralizadas, ou seja, não ficam registradas em um local único. Os dados podem ficar espalhados ao redor de todo o mundo e estão distribuídos de modo que não há a dependência de um agente específico para validar as transações.

Dessa forma, se você possui um ativo digital (criptomoeda), pode transferi-lo para qualquer pessoa que faz parte daquela determinada rede. Sendo que essa transação acontece quase que instantaneamente, assim que o bloco criado e validado é encaixado na sequência de blocos. Hoje em dia o tempo médio para transferir Bitcoins para o exterior é de menos de 30 minutos, por exemplo.

Como surgiram o Blockchain e o Bitcoin?

Ainda em 2008, em meio à crise financeira internacional, foi publicado um artigo (denominado “Bitcoin P2P e-cash paper”) em um fórum online chamado “The art of secure and secret communication”, que como crítica ao sistema financeiro, propunha uma forma de serem realizadas transferências de valores digitais diretamente entre as pessoas. Ou seja, sem que houvesse um agente central de confiança envolvido na transação.

O verdadeiro nome do autor desse artigo nunca foi descoberto, pois ele publicou o conteúdo usando um pseudônimo. No caso, Satoshi Nakamoto. Sendo que as aparições desse autor nas redes não são constantes, inclusive, faz um bom tempo que ele não faz novas publicações. Porém, o que realmente importa nessa história toda é a grande contribuição do seu artigo.

Até então, todas as transferências envolviam um agente central de confiança, como os governos e os bancos. Se uma pessoa quisesse transferir valores para outra, havia sempre a necessidade de ter a validação de um desses agentes. Já de acordo com o que propunha Nakamoto em seu artigo, passava-se a ter a possibilidade de uma pessoa transferir valores digitais diretamente para outra. Sendo que isso não envolveria absolutamente nada físico (documentos, comprovantes…). Seu artigo também solucionou um problema relacionado à validação desse ativo digital como único e sua transferência, que como todo ativo digital apresentava o risco do chamado “duplo gasto”.

Intuito do Blockchain: dar segurança na transação de ativos digitais

Em se tratando de um ativo físico, como o dinheiro (cédulas), sempre existiu a vantagem de ele ser singular. Se uma pessoa entrega uma nota de cem reais à outra, a transferência desse valor está concretizada e não se fala mais no assunto. Porém, no que diz respeito a um ativo digital, existia um problema conceitual. Se alguém envia, por exemplo, uma foto para outra pessoa, mas continua em posse dela também, qual é a verdadeira, qual foto é válida? Essa é a questão do duplo gasto.

Foi exatamente por propor uma solução para esse problema que o artigo de Nakamoto foi tão relevante. A ideia dele era dar segurança aos ativos digitais. Ou seja, viabilizar que cada transação fosse única. Assim, ao serem transferidos de uma pessoa para outra, o valor desses ativos ficaria apenas com o receptor da transferência.

A visão geral do blockchain baseia-se em uma cadeia de blocos, sendo que o ativo digital é programado por meio de algoritmos nos quais são encaixadas todas as transações realizadas e todas as pessoas que participam dessa rede têm acesso a todos os dados e validam as transferências, que são passadas de mão em mão, em transações únicas.

Esse conceito foi considerado revolucionário na época em que foi proposto por Nakamoto. Obviamente, ele não foi “viabilizado” de imediato. Pelo contrário, apenas em 2009 houve a primeira transação (de Bitcoin). E a maior disparidade diz respeito aos valores, pois, na ocasião, um dólar era equivalente a 1.300 Bitcoins. Sendo que, atualmente, um Bitcoin está valendo, dentro de uma margem de oscilação, de 8 a 10 mil dólares. Lembrando que, no final de 2017, um Bitcoin chegou a valer quase 20 mil dólares.

Qual é a relação do Bitcoin com o Blockchain?

A primeira operação com o Bitcoin foi a compra de duas pizzas, que custaram 10 mil Bitcoins. Desde então, essa criptomoeda valorizou-se devido à sua confiabilidade. Tanto que, atualmente, existe um mercado internacional (referente ao Bitcoin) bastante ativo.

Nesse sentido, é importante deixar claro que o Bitcoin é a moeda virtual mais conhecida, mas não a única. Existem mais de mil criptomoedas, sendo que algumas têm características bastante específicas. Inclusive, já existem bancos, empresas e até países desenvolvendo suas próprias alternativas dentro dessa nova tecnologia. A verdade é que estamos vivendo um cenário totalmente favorável à criação de soluções envolvendo o Blockchain. Sendo que, dentro desse universo, existem inúmeras possibilidades em relação às características e aplicações dessas redes e também dos ativos digitais.

Dentro da visão geral do blockchain, pode-se dizer que o sucesso do Bitcoin é a comprovação da viabilidade da ideia proposta por Nakamoto. O Bitcoin está prestes a completar uma década de uso com base no conceito idealizado em 2008 e nunca teve problemas relativos a hackeamento.

Todas as transações realizadas nesse período estão salvas na rede Bitcoin. Quando alguém faz a transferência de um ativo desses, a cada dez minutos, algo acontece. Toda a rede roda e valida essa transação. Isso cria um novo bloco que é encaixado ao bloco anterior,tudo criptografado para evitar alterações realizadas por um “agente” externo (à rede).

Assim sendo, hackear essa rede é bem mais complexo do que quando se trata de um banco de dados centralizado, por exemplo. Seria necessário atacar todos os nós de todos os agentes da rede Bitcoin e em menos de dez minutos. Ou seja, antes que a rede rode novamente validando as transações.

Veja bem, todos esses aspectos referentes ao Bitcoin representam apenas uma parcela de algo muito mais amplo, que é exatamente o Blockchain, que pode ser utilizado para uma gama enorme de soluções para soluções que precisem, por exemplo, de várias pessoas acessando um conjunto de informações que se altera ao longo do tempo e precisa de confiabilidade.

Conclusão

É claro que, inclusive devido ao volume elevado de transações, ainda existem muitos desafios relacionados ao Blockchain e também à visão geral do Blockchain. Principalmente no que se refere à privacidade dos dados. Contudo, é inquestionável que esse conceito é muito bem-sucedido. E o melhor é que, embora sua reputação esteja muito associada às criptomoedas, ele tem uma série de outras aplicações. Ou seja, existe um universo muito amplo que ainda pode ser explorado no que se refere a essa tecnologia.

 

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