Prazo para entrada em vigor da LGPD
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Legal Design: Por que o fazemos?

Nessa semana, quatro de nossos profissionais participam do treinamento “Business Beyond – Inovação e Negócios” que será ministrado por Tessa Manuello e Carol Hannud no AASP (Associação dos Advogados de São Paulo), oportunidade única para debater sobre inovação e negócios com o Head de Desenvolvimento de Negócios do Google para a América Latina sob a ótica da metodologia Legal Creatives Design.

Embora a proximidade com empresas inovadoras tenha nos colocado no caminho prático do Legal Design há um certo tempo, participar do evento da Legal Creatives proporcionará a especialização em uma metodologia já utilizada por advogados em mais de 50 países.

Porque fazemos Legal Design?

Como um escritório que se propõe a viabilizar tecnologia e inovação, sempre fomos expostos a problemas incomuns para o mundo jurídico tradicional e, muitas vezes, tivemos que trabalhar em times multidisciplinares para ajudar a “colocar de pé” o projeto do cliente.

Estruturar contratos envolvendo o uso de software, por exemplo, requer equilíbrio entre texto e elementos visuais para demonstrar de forma clara os fluxos, os pontos de interação, o escopo de cada parte, entre outras nuances.

Por outro lado, mesmo os clientes dos nossos clientes já estão exigindo uma nova abordagem sobre os temas jurídicos.

As pessoas estão vendo o design centrado no ser humano em funcionamento em outros setores, como transportes, hospedagem, alimentação ou finanças e esperam produtos e serviços semelhantes, ou seja, impecáveis no quesito “experiência do usuário”. 

As pessoas já se cansaram do jargão jurídico e de documentos legais desnecessariamente complexos e esperam que os advogados façam uma análise jurídica profunda e complexa, mas depois transmitam suas descobertas de maneira simples e digerível.

Exemplos de soluções baseadas em Legal Design

Considerando a realidade acima mencionada, de usuários finais cada vez mais exigentes quanto à forma como é comunicada a parte jurídica dos negócios, muitos clientes já estão solicitando a criação de Políticas de Privacidade e Proteção de Dados Pessoais mais eficientes.

É sabido que os modelos atuais de políticas, imensas e complexas, raramente são lidas pelos usuários, que as aceitam sem sequer saber o que dizem. 

Porém, com a entrada em vigor da LGPD, essa realidade terá que mudar, uma vez que o princípio básico da nossa lei de proteção de dados pessoais é a transparência e a efetividade das políticas no que se refere à comunicação como usuários será avaliada pela autoridade de proteção.

Em outras palavras, a lei está dizendo: para estar em conformidade com a LGPD, você precisa ter uma comunicação que as pessoas possam entender – uma verdadeira transformação nas políticas de privacidade longas, complicadas e cheias de jargões!

Em um caso recente, o Google foi multado na Europa por várias violações do GDPR. Curiosamente, um fator relevante na decisão foi que as informações essenciais não eram facilmente acessíveis aos usuários, mas foram excessivamente disseminadas em vários documentos, às vezes exigindo 5 ou 6 cliques para se chegar na informação.

Diferentes modalidades de design

No entanto, não são apenas soluções visuais (visual law) que funcionam no Legal Design.

Segundo Margareth Hagan, professora de Stanford e especialista no assunto, design é resolver problemas. Ele tem muitos ramos diferentes definidos por qual tipo de desafio o designer está tentando resolver.

O design visual é o ramo do design que se preocupa com a aparência das coisas, mas sua preocupação deriva não principalmente do valor estético, mas da funcionalidade de entregar uma mensagem de maneira eficaz às pessoas.

Já o design de produto se concentra em como construir uma ferramenta para resolver o problema de um usuário. O que você pode construir para ajudar uma pessoa a realizar uma tarefa, resolver um desafio?

Nessa linha, temos atuado também e, muitas vezes, buscamos a aplicação de tecnologia para viabilizar serviços jurídicos mais ágeis e amigáveis, como no desenvolvimento de duas plataformas, uma para votação e uma para proteção de dados, que falaremos mais sobre em um outro artigo.

Há ainda o design de serviços, o design de organização e o design de sistema que, para não deixar esse artigo tão longo, trataremos mais profundamente em outra oportunidade.

O que temos vista como resultado da aplicação do Legal Design

Abaixo vamos listar alguns dos benefícios que estamos notando com mais frequência ao utilizar o Legal Design para solucionar os desafios dos nossos clientes:

 

  • Clientes mais felizes

 

Os clientes apreciam os advogados que se esforçam para se colocar no lugar deles, pensam no que precisam e entregam algo de valor real a eles. A prática de Legal Design também aprimora o relacionamento com o cliente. Melhorar a habilidade de ouvir os clientes, se envolver e colaborar com eles para fornecer soluções personalizadas aumenta a confiança, a empatia e a compreensão.  

 

  • Melhor entendimento e conformidade jurídica

 

Ao receberem um produto jurídico mais claro e envolvente (como um contrato), os usuários ficam mais confiantes sobre seus direitos e obrigações. Esse entendimento e engajamento aumentados geralmente levam a mais conformidade, menos disputas e menor tempo de negociação. É possível construir uma linguagem jurídica com o qual as pessoas possam se envolver mais ativamente.

 

  • Fomentar a inovação e criar valor 

 

Existem pessoas em nossas equipes e também nos clientes com ideias fantásticas sobre como algo pode ser melhorado. O Legal Design oferece a essas pessoas uma plataforma para pensar de forma criativa e desbloquear ideias e potencialidades dentro das organizações. Essas podem ser formas completamente novas de fazer coisas ou ajustes nos serviços existentes. Para equipes jurídicas internas, isso pode mudar o jogo; eles podem se tornar facilitadores, inovadores e criadores de valor dentro de sua empresa, em vez de um obstáculo ou um custo comercial.

Porque escolhemos o Legal Creatives

O Legal Creatives é uma plataforma global na intersecção entre o Design e o Creative Thinking para desenvolver serviços, produtos, sistemas e experiências inovadoras na área do direito.

Advogados de mais de 50 países ao redor do mundo já estão utilizando o Legal Creatives Design como uma metodologia para inovação e para desenvolver o Legal UX (experiência do usuário jurídico) para seus clientes.

Além disso, a criadora da metodologia Tessa Manuello é uma referência mundial em Legal Design, sendo regularmente convidada para falar e compartilhar seu conhecimento, reflexões e pesquisas sobre tópicos como inovação, disrupção e inserção da criatividade no desenho de serviços jurídicos.

Para saber mais

Se você quiser saber mais sobre Legal Design e também sobre a metodologia Legal Creatives, tanto para o desenvolvimento de alguma solução que você tenha em mente ou para algum desafio que esteja enfrentando no momento, até a contratação de um treinamento para você ou sua equipe, nossos especialistas estão à disposição.

Mauro MartinsGiordana BiaginiHenriete FejesRafael Canuto

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